29 maio 2010


[ Dedico essa poesia ao meu amigo Patrick Braz ]


Apolo

Fui eu narina. Corpo todo,
Até a colina, em suaves pastos.
Indesejados rastros do céu

Desejos a ganhar boca em mel
E nos teus seios, ternura, em mim.
Amordaça de jasmim, que baila no ar.

Abraçar meu doce veneno
Como quem abraça uma dança
Se par, e desatar passos na imensidão.
Ser flor, e desabrochar nas tardes de verão.

(Arthuso)

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