Soneto da Chuva
Com um cobertor molhado na face
E as unhas sujas de sangue
O teto a derramar em meu juízo
Andava eu, adentro ao sol.
Lembro ter despojado
Meu vigor sobre a lua
E me deste apenas descaso
Fez de mim ruína
Guiou vida minha
Para a rua do acaso
Meus olhos eram cansados
Diante do naufrágio de minhas idéias
Em MINAS repousava inverno
Na minha alma apenas matéria.
(Arthuso)
Com um cobertor molhado na face
E as unhas sujas de sangue
O teto a derramar em meu juízo
Andava eu, adentro ao sol.
Lembro ter despojado
Meu vigor sobre a lua
E me deste apenas descaso
Fez de mim ruína
Guiou vida minha
Para a rua do acaso
Meus olhos eram cansados
Diante do naufrágio de minhas idéias
Em MINAS repousava inverno
Na minha alma apenas matéria.
(Arthuso)
