19 março 2011

Donos do poema

Lobos de gala, que uivam salivantes
(seus corpos, entre – corpos)
compondo um des-passar do existente
Olhares que se cruzam:
desnudados, albinos, extra-raros
pernas que se - intercalam
no embalo da inquietude

rangeres de dentes, unhas cravadas pelas paredes
Rudes, bárbaros: Amantes!
Influencias para o verso. Perversos, distantes

Donos da noite, do tempo
Do consolo e do antes
Donos da lembrança
& do des-memoriar constante.

                                                                                                      P.A

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