27 março 2011

Cabeça de Vento

Há dias que penso por um dia inteiro
em outros me ataca a desmemoria
disperso do meu corpo, e contemplo telhas
Navego mar acima, e carrego: carcaça
mordaça, navalha, cacos e espelhos destorcidos
Não escuto a voz das minhas próprias poesias
minhas vozes se confundem e se – fundem
com outras sonoras poluídas
As concordâncias pouco concordam entre si
& sinceramente eu não sei onde está o meu verso
O arregaço das mangas logo cedo
os pássaros cheios de audácia
nas escadarias
o acordar de um bebum pela garganta
Tudo passa pelos meus olhos
e des-passa por eles no vento

                                                                 P.A

Nenhum comentário:

Postar um comentário