21 abril 2011

Vale dos ossos secos

No balanço da rede
Alcanço os calcanhares das nuvens
Um copo no chão derramado a sede
Em uma manhã sonolenta e seus costumes

Não há formas que coordene os ossos
Que pouco a pouco, apodrecem
Em volta dos mesmos destroços
Que aqui escrevem

O mundo segue um ritmo maquinário
Sobre um chão anti-rural e impuro
No céu soberano um sol pardo
Guiando os rabos aos estrumes.

P.A

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