11 julho 2010

Insônia

Noite devota das minhas inspirações
Espectadora dos meus rotineiros vícios
Embora fria, em desespero, tardia.
Conforta alma minha

Homicida das minhas razões
Ouvinte de minhas indagações
Canção fúnebre das minhas paixões.

Senhora, deprimida e parteira
Concebe almas penadas
Penosas de fome.


(Arthuso)

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